7.12.07

Encerramento

Encerra-se hoje este blog, terminada que está a campanha eleitoral, findo o processo eleitoral.
Quero em nome de toda a lista e dirigindo-me a todos os que concorreram aos vários cargos da Ordem dos Advogados, felicitar os eleitos e cumprimentar os que o não foram.
Queremos augurar que todos continuem a trabalhar a bem da Advocacia e pela Ordem dos Advogados, que é a nossa casa.
No dia 8 de Janeiro tomaremos posse.
Conhecemos as nossas funções, temos consciência das nossas responsabilidades.
No momento e no local próprio voltaremos a falar. Até lá os titulares legítimos dos órgãos da Ordem estão em funções. Há que saber respeitá-los.

1.12.07

Actualização de resultados

Actualização dos resultados estão publicados no site do Ordem dos Advogados, ainda sem levar em conta o obtido na Madeira, que estará sob reclamação: a nossa lista obteve 7 413 votos, a lista encabeçada pelo colega Neiva Santos 5 107, a do colega Alves Mendes 3 398 votos. A lista vencedora para o Conselho Geral, presidida pelo Dr. Marinho e Pinto 7 265 votos. Mais detalhes podem ver-se aqui.

À hora da proclamação

À hora tardia em que foram proclamados os resultados das eleições para a Ordem dos Advogados a nossa lista havia sido eleita com 7144 votos, contra 3 316 da lista do colega Alves Mendes e 4851 do colega Neivas Santos. O Bastonário havia sido eleito com 7 033 votos.
Faltavam apurar os votos de Faro e da Madeira, pelo que estes números são a esta hora matutina ainda provisórios.
Seremos um Conselho Superior eleito, pela primeira vez na História da Ordem, por sufrágio directo de todos os Advogados. Temos a legitimidade decorrente do expressivo reultado eleitoral obtido.
Não queremos comentar os resultados. Eles falam por si.
A todos os que concorreram, nas várias listas aos vários cargos nacionais e locais, aos que venceram e aos que não foram eleitos, um abraço.
Ao Bastonário Rogério Alves pela presença constante, afável, equidistante, em todo o processo, as nossas cordiais saudações.
Urge lutar pela Ordem, maximizando o que une, minimizando o que divide.

28.11.07

O sufrágio directo

É este o último post que se escreve neste blog antes das eleições.
Na sexta-feira, dia 30, é dia de eleições.
Se formos eleitos, sê-lo-emos, pela primeira vez na História da Ordem através de uma lista que se apresenta a votação, por si e sem qualquer ligação a qualquer outra lista de candidatura a Bastonário.
Se formos eleitos, o Conselho Superior terá, pela primeira vez na história da Ordem, a legitimidade do sufrágio directo. Cremos que é este o único modo de alcançar a composição de um órgão jurisicional como é o Conselho Superior da Ordem dos Advogados.
A campanha eleitoral terminou.
Aos locais onde fomos tivemos como objectivo falar com quem quisesse acorrer. Em alguns estavam apoiantes e membros de outras listas.
Não tivemos comissão de honra, não congregámos notáveis, não tivemos nenhuma sessão pública que juntasse em nosso apoio qualquer figura ou ogranizada multidão para impressionar o eleitorado.
Somos livres e respeitámos a liberdade dos eleitores.
Fui atacado pessoalmente, não atacámos ninguém.
As ideias ficaram expostas. É um princípio que se vai votar, o da separação de poderes dentro da Ordem dos Advogados. Oxalá ele triunfe, por ser necessário.

25.11.07

Uma comunicação penosa, mas necessária


Temos assistido, por vezes, durante estas eleições a excessos verbais que diminuem quem os profere, a recriminações generalizantes que sujam todos e não só os visados, quase a confrontos físicos em momentos que deveriam ser de diálogo; espectáculo deprimente para gáudio de tantos os que desejam o nosso desprestígio, degradando-se, assim, a imagem dos advogados, ridicularizando a ideia de Ordem dos Advogados.

Isto como se não estivéssemos entre colegas unidos por um Estatuto que diz que «constituem deveres dos advogados nas suas relações recíprocas (...) proceder com a maior correcção e urbanidade, abstendo-se de qualquer ataque pessoal, alusão deprimente ou crítica desprimorosa, de fundo ou de forma»!

Durante todo o processo eleitoral debatemos ideias, nunca fizemos uma alusão pessoal; não atacámos pessoas. Os nossos interlocutores foram os colegas, não a agenda mediática. Nunca nos referimos ao percurso de vida de cada um dos que se apresentam a sufrágio nestas eleições.

O Dr. Marinho e Pinto [perdoem-nos ter que fazer referência ao seu nome] parece estar muito preocupado com a nossa candidatura. Num dos primeiros textos que produziu como candidato pôs rudemente em dúvida a minha seriedade pessoal. Respondi-lhe com a urbanidade devida a um colega.

Agora, que a campanha se esgota, emitiu um comunicado dirigido a toda a classe, onde diz que o Advogado José António Barreiros por três vezes «abandonou» cargos na Ordem para os quais fora eleito. Visou a minha pessoa, julgando atacar assim a nossa candidatura.

Tínhamos encerrado as comunicações institucionais à classe em sede de eleições, por considerarmos que estavam explanadas as nossas ideias, mas a defesa da própria honra, o respeito pelo cargo a que se candidata o autor do dito comunicado e daqueles que inclusivamente nele votam, exigem esta comunicação. Mais do que repor a verdade, está em causa mostrar as atitudes. Responde-se agora, por ser este o momento que entendemos adequado: não andamos a reboque da agenda de outros, sabemos resistir a provocações.

O Dr. Marinho e Pinto sabe que produz acusação de um facto grave que, a ter acontecido, me sujeitaria a sanções disciplinares merecidas ou, a ter sido permitido, seria um acto de ilícita prevaricação de todos os que, nos competentes órgãos, teriam convivido, complacentes, com tal situação de um colega que, eleito, teria abandonado, impune, o cargo para que fora designado.

Mas quem afirma sabe, sobretudo, que ao exprimir-se nos termos em que o faz, falta ao respeito devido ao rigor no relato e na avaliação dos factos, induzindo em erro quem o lê. Poderia ter-se esclarecido sobre o que se passara, mas preferiu a aventura de escrever como o fez.

O Advogado José António Barreiros nunca «abandonou» os cargos para que foi eleito. Di-lo sem receio de ser desmentido, não tendo necessidade de se justificar, sim de esclarecer quantos não conheçam a falta de fundamento da atoarda..

A Dra. Maria de Jesus Serra Lopes, enquanto Bastonária, cumpriu gentil e honradamente o que me prometera, aceitando que eu desempenhasse parte apenas do mandato do seu Conselho Geral, pois ambos sabíamos que responsabilidades profissionais exigentes que eu tinha assumido me impediriam, se eleito, de cumprir as funções até ao fim. Não abandonei, por isso, tal cargo.

O Dr. Alfredo Castanheira Neves teve a categoria humana e a responsabilidade institucional de aceitar que eu pudesse cooperar com o Conselho Superior sem integrar, a partir de certo momento, o elenco dos seus membros, pois o calendário das reuniões do Conselho coincidia com julgamentos sucessivos de processos a meu cargo e eu não queria ser um membro relapso, porque ausente. No quadro dessa prometida colaboração percorri parte do país em conferências organizadas por aquele órgão, em companhia, aliás, do Dr. Marinho e Pinto e outros. Não abandonei, assim, tal cargo, o Dr. Marinho e Pinto viu então, na convivência comigo, o que se passara.

E se não conclui o mandato no Conselho Geral com o Bastonário Dr. Augusto Lopes Cardoso, foi porque tive de interromper o exercício da advocacia, ao ter sido nomeado para um lugar no Governo de Macau, onde conheci, aliás, o Dr. Marinho e Pinto, então assessor – não jurídico, mas de imprensa – do Secretário para a Economia. Devo ao Dr. Lopes Cardoso e a todos os colegas que integraram esse Conselho Geral a oferta da medalha de tal distinto órgão, com o que quiseram testemunhar-me fraternal apreço na hora em que nos separámos.

Eis os factos: o não ter terminado o tempo de mandato, dentro da legalidade e com a aquiescência do órgão que integrava, confundido, para efeitos populistas, com o abandono de lugar.

Diz, finalmente, o autor do comunicado, que não vai votar em nós, negando um apoio que, de resto, ninguém lhe pediu, e que votará num candidato ao Conselho Superior, com base no que ouviu dizer. É um critério que fala por si. Nós, nos comunicados que temos difundido junto da classe, mostramos a diferença: no último apelamos a que cada colega vote no candidato a Bastonário que entender.

Um Bastonário está limitado pelo seu Conselho Geral, não está acima da lei, deve respeito ao cargo, aos colegas, a todos os que encarnam a Justiça. A imponderação nas ideias e das afirmações não lhe são permitidas.

Estamos na última semana de eleições. A nossa candidatura está coesa, tranquila. Integro uma verdadeira equipa Apresentamo-nos individualmente no blog http://ordem-na-ordem.blogspot.com/.

Respeitamos todos os candidatos e porque respeitamos os colegas eleitores, não nos atrevemos a recomendar o voto em ninguém. Pior do que insultar um candidato, é ofender a inteligência de quem vota.

Candidatamo-nos a um mandato de três anos; quem não se sentir tranquilo com isso, comece, enfim, a habituar-se à ideia.

* José António Barreiros

21.11.07

Sintra, 21

A campanha tem prosseguido, ontem no Algarve, hoje em Sintra, pelas 18:30.

19.11.07

Leiria, dia 19


A nossa candidatura estará hoje, dia 19, pelas 20:30 em Leiria, no Hotel Eurosol, para a sua apresentação.

17.11.07

A nossa última circular


Eis a nossa última circular a todos os colegas:

Colegas, um bom dia

Aproxima-se o dia 30, data das eleições. Os boletins de voto estão a ser distribuídos para os que não votarem presencialmente. Esta semana receberão o número especial do Boletim dedicado às eleições. Nele, damos conta do essencial das nossas ideias. Estão expostas com mais detalhe no blog da nossa candidatura.

Fizemos uma campanha discreta, sem protagonismos, sem projecções mediáticas, sem excessos de comunicação, com contenção de linguagem, sem maquilhagem publicitária.
Importa agora dizer uma última palavra.

Somos a lista «E»

Concorremos apenas ao Conselho Superior.
A nossa candidatura é alheia às listas dos candidatos a Bastonários. Não somos mais sérios do que os seus candidatos ao Conselho Superior. Estamos é, desde o momento originário das eleições, desligados de quaisquer compromissos com quem quer que seja. A liberdade de consciência, connosco, começa mais cedo.
A nossa candidatura não é contra a de nenhum candidato a Bastonário. Os que parecem temer-nos, estejam tranquilos, não mostrem que sentem receio.
A nossa candidatura sabe o que é a dignidade do Conselho Superior, o supremo órgão jurisdicional da Ordem. Não atacamos quem nos ataca. Para se ser audaz há que saber ser-se prudente. Só se prestigia quem é sereno.
A nossa candidatura não visa mandar em ninguém, muito menos nos órgãos executivos da Ordem. Exigimos respeito, pois sabemos respeitar a função de cada um. Não queremos ser mandados (continua aqui)

Gaia

Estivemos no dia 15, ao fim da tarde, em Gaia, com os colegas que tiveram a gentileza de acorrer, para ouvir falar de nós, da candidatura, da Ordem, da advocacia. Obrigado a todos, aos que em outras cidades se juntaram, dando-nos o seu tempo.

14.11.07

Viseu, hoje, dia 14

Estaremos hoje, dia 14, em Viseu, pelas 18.00 na Delegação, pelas 18:30 no Hotel Grão Vasco. A todos os colegas que queiram estar presentes, desde já as nossas saudações.

13.11.07

Uria, dia 13

Estivemos na Uría entre colegas, apresentando a nossa candidatura. Em video-conferência, estiveram presentes os colegas desse escritório, no Porto. Seguiu-se diálogo vivo e o animado.

Vieira de Almeida, ontem

A candidatura esteve ontem, pelo meio-dia, na sociedade Vieira de Almeida & Associados. Presentes na sala colegas que integram duas listas que concorrem também nestas eleições e que apresentam os seus Conselhos Superiores. Diálogo amável, construtivo, útil.

12.11.07

Matosinhos, 12

A candidatura encontrar-se-á no dia 12, pelas 18:00 em Matosinhos, para apresentação aos colegas que queiram ter a gentileza de comparecer.

7.11.07

O essencial da mensagem


Está em distribuição junto da classe a nossa mensagem, assim resumida no essencial que nos define:

«Pela primeira vez na História da Ordem surge uma lista autónoma, independente das candidaturas aos seus órgãos executivos. Não somos candidatos dos candidatos a Bastonário. Somos candidatos dos Advogados. Queremos a separação de poderes, o Estado de Direito em acção na Ordem dos Advogados.
O Conselho Superior é uma instância de Justiça, estamos com os que a reclamam. Queremos uma Justiça na Ordem igual para todos, sem privilégios, sem
intocáveis, nem colegas de segunda classe.
Não servimos projectos alheios nem estamos hipotecados a compromissos estranhos.
Atravessamos tempos difíceis. Está em risco a auto-regulação da Advocacia. Sem uma Ordem forte, que os proteja, os jovens sentirão cada vez com mais
acutilância a crueldade do mercado de trabalho forense, à conta do qual outros enriquecem. Os mais velhos verão provavelmente posto em causa o direito
a uma reforma tranquila.
Escolhe o Bastonário que entenderes servir melhor a nossa Ordem, mas no acto de votar importa escolher o Conselho Superior que tiver condições para cooperar sempre com os demais órgãos da Ordem, mas também para enfrentá-los, quando estiverem em causa a Advocacia e o Estado de Direito.
O Conselho Superior é o garante último de que a política da Ordem seja a defesa dos Advogados e não se possa fazer política através da Ordem.

Somos a lista E. Conheça-nos no blog da candidatura:

6.11.07

Santarém, hoje, dia 6


A candidatura apresenta-se a todos colegas de Santarém, hoje, dia 6, pelas 18:00, na sede da Delegação da Ordem dos Advogados.

5.11.07

Intransigência na busca do justo


Chamo-me Paulo Saragoça da Matta, licenciei-me em Direito pela Universidade Católica Portuguesa no ano de 1993, e vim a obter o grau de Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1996.

Mantenho, a par das funções docentes na FDUL desde o ano de 1993, um exercício diário de Advocacia na Comarca de Lisboa. Quer como Advogado quer como Docente, dedico-me essencialmente às áreas do direito administrativo, do direito e processo penal e do direito e processo civil.

Tenho por lema fundamental, na vida pessoal e na actividade profissional, a intransigência na busca do justo...

Ora, apesar de nunca ter tido qualquer apelo por integrar as estruturas da nossa Augusta Ordem dos Advogados, no momento em que me foi proposto participar num projecto que garantia, inequivocamente, um fim que julgo fundamental na construção do Estado de Direito dentro da própria Ordem, aceitei.

Esse fim é o de fazer eleger um Conselho Superior da OA independente, desde a génese à prática, relativamente a quaisquer outros órgãos da OA.

Essa a única motivação da aceitação do desafio: a ânsia de poder contribuir para o prestígio da Ordem, da Classe a que todos pertencemos e, o que mais é, de participar na construção de um “novo processo funcional” no Conselho Superior, caracterizado por procedimentos transparentes, justos e céleres no órgão de cúpula da OA.

4.11.07

Abrantes, dia 5

Estaremos em Abrantes, no dia 5, segunda-feira, pelas 18:00, para apresentação da candidatura aos colegas que possam estar presentes. Desnecessário convidar. Contamos com todos.



27.10.07

Braga, dia 30


A candidatura apresenta-se a todos colegas de Braga, no próximo dia 30, terça-feira, pelas 18:30, no Palácio de Justiça.

Guimarães, a 29

Estaremos em Guimarães, para a apresentação da candidatura, na próxima segunda-feira, dia 29, pelas 18:30, no Palácio de Justiça. Todos os colegas estão convidados.

26.10.07

Aveiro, hoje, dia 26

Ocorrerá na sexta-feira, dia 26, pelas 18:00, na sede da Delegação de Aveiro uma sessão de apresentação da candidatura. Os colegas estão desde já convidados. Mesmo os que sejam candidatos em outras listas, são todos bem-vindos.

Apresentada, no Porto, a nossa candidatura

foto de O Primeiro de Janeiro «José António Barreiros apresentou ontem no Porto a candidatura da lista que encabeça ao Conselho Superior da Ordem de Advogados e que pela primeira vez não está associada a nenhum dos pretendentes ao cargo de bastonário dos advogados.

Com a intenção de alterar a tradição em função dos tempos que se avizinham, a lista ao Conselho Superior da Ordem de Advogados (OA) surge pela primeira vez dissociada de uma das candidaturas a bastonário dos advogados.
António Barreiros, que ontem apresentou publicamente a lista no Porto, explicou que os 22 membros que compõem a candidatura que encabeça têm por isso diferentes sobre quem vão votar para próximo sucessor de Rogério Alves.

“Durante anos a fio não se conheceu, nem essa situação gerou qualquer problema e se hoje viesse para aqui insultar essa lógica estaria a insultar-me a mim mesmo”, disse, recordando que por dois anos integrou o Conselho Geral da OA e esteve também no Conselho Superior. (...)

António Barreiros defendeu igualmente que o Conselho Superior enquanto tribunal deve pautar o seu trabalho pela “independência, autonomia e isenção”. “Colocamo-nos numa posição de completo alheamento em qualquer jogos de poder e de interesses”, frisou.

O causídico manifestou-se, noutro momento, preocupado ainda com o alheamento dos colegas em relação à sua ordem profissional, advogando que é essencial restituir à OA o seu papel. Esse objectivo está bem patente no blog de candidatura: http:ordem-na-ordem.blogspot.com.»

Luísa Mateus, n'O Primeiro de Janeiro, 26 de Outubro 2007

25.10.07

Defesa dos advogados, defesa dos cidadãos


Horácio Costa Azevedo

Sou advogado, com escritório em Braga, desde 1972.
Após a conclusão da licenciatura em Direito, em Coimbra, fiz o meu estágio em Braga, tendo por patrono o Dr. José Sampaio, insigne mestre que procurei seguir e que me aconselhou, na altura, a passar pela magistratura do Ministério Público, onde estive como subdelegado do Procurador da República, no Tribunal da Comarca de Braga, durante cinco meses. Concluído o estágio em 1972, venho exercendo, desde então, a advocacia em exclusivo.

Fiz parte da delegação de Braga da O.A., no triénio de 1984/1986, período em que, em regime experimental, funcionou na Delegação de Braga da Ordem dos Advogados um pólo do Centro de Formação, do Conselho Distrital do Porto da O.A., que cheguei a orientar e em que também participei como formador em Deontologia e Direito do Trabalho.
Desde há cinco anos, por convite do Conselho Distrital, tenho vindo a integrar o quadro de júris de avaliação das provas finais de agregação dos advogados estagiários do Centro de Formação do Conselho Distrital do Porto.

Aceitei com gosto integrar a lista ao Conselho Superior liderada pelo nosso colega Dr. José António Barreiros porque acredito e comungo das ideias que o mesmo defende para a nossa Ordem: Independência e Liberdade.

A profissão de advogado é uma luta permanente que exige liberdade e independência e é a Ordem, que estando em ordem, tem de as reclamar e garantir.

Nos últimos anos, por omissão e alguma acção negativa, até do seu representante máximo, a Ordem dos Advogados tem perdido importância e algum prestígio quer perante a opinião pública quer perante o poder constituído, o que se tem traduzido, como consequência, em perda de prestígio e de respeito dos próprios advogados, como seus membros.

Interessa que os novos órgãos que vierem a ser eleitos reponham de novo a Ordem dos Advogados no lugar a que tem direito com o reconhecimento do seu imprescindível contributo, não só na feitura das leis mas também na defesa dos cidadãos e dos advogados.
A lista candidata ao Conselho Superior encabeçada pelo nosso colega Dr. José António Barreiros, e que me orgulho de integrar, sendo completamente autónoma e independente das demais candidaturas aos outros órgãos, dá uma maior garantia de isenção e independência no cumprimento e exercício das suas funções de tribunal de última instância da Ordem.

Estou certo de que o lema desta lista se vai cumprir e que todos nos poderemos rever cada vez mais na Ordem dos Advogados e que esta será também cada vez mais e melhor garantia de defesa dos advogados e dos cidadãos.

24.10.07

O nosso segundo comunicado à classe



As candidaturas para a nossa Ordem estão aí, sorteada já a letra que individualiza cada uma: a nossa tem a letra «E».

Colega! Nós falamos pouco, não queremos impor-nos pela propaganda dispendiosa, sim pela confiança.

Escolhe o Bastonário que entenderes servir melhor a nossa Ordem, defender melhor a nossa classe, prestigiar mais a Justiça. Cada um de nós, os que integramos esta candidatura ao Conselho Superior, irá fazer a sua opção, em consciência. Estou convencido que, diferentes como somos uns dos outros, votaremos em Bastonários diversos. Somos uma lista de pessoas livres.

Mas no acto de votar importa escolher o Conselho Superior que tiver condições para cooperar sempre com os demais órgãos da Ordem, mas também para enfrentá-los, quando estiverem em causa a Advocacia e o Estado de Direito.

Permitimo-nos pensar que reunimos condições para nos oferecermos aos nossos colegas como uma alternativa que rompe com a tradição em nome do futuro da Ordem.

Além disso, não somos como aquelas candidaturas que trazem, indiferenciados, em lista única, o Conselho Geral e o seu Conselho Superior. Recusamos essa miscigenação entre ambos os órgãos, não queremos a confusão entre quem julga e quem manda mas pode ser julgado.

Desafiamos todos os candidatos a Bastonário a virem publicamente dizer que estão contra o princípio que consta do deliberado no último Congresso: «a eleição do Conselho Superior deverá realizar-se em escrutínio separado do dos restantes órgãos executivos».

O Conselho Superior é o Tribunal da Ordem; o Conselho Geral e o Bastonário, o seu Governo. Haja separação de poderes!

O que propomos a todos os colegas é apenas isto: o voto contra o poder absoluto de uma só lista, o voto numa lista que seja capaz de enfrentar excessos de voluntarismo radical.

O Conselho Superior é o garante último de que a política da Ordem seja a defesa dos Advogados e não se possa fazer política através da Ordem.

Já o dissemos: correm tempos difíceis, está em risco a auto-regulação da Advocacia, o futuro de muitos jovens advogados, a tranquilidade da aposentação dos mais velhos. Todos tememos a voracidade legislativa e nos sentimos como cobaias dos mais estranhos ensaios que vemos sucederem-se numa precipitação torrencial , em que muitas novidades são alçapões perigosos para a nossa profissão.

Sem uma auto-regulação disciplinar respeitável, o poder disciplinar sobre os advogados será confiado aos tribunais administrativos, atingindo-se então a funcionalização da advocacia.

Não será excessivo repetir: não temos o «nosso» candidato a Bastonário, não somos candidatos de nenhum candidato a Bastonário, não declaramos nem aceitamos apoio de qualquer candidatura a outro cargo na Ordem, estamos acima dos jogos de poder, livres de compromissos e dos interesses da política.

Não tivemos a preocupação de congregar notáveis, nem de impressionar os eleitores com comissões de honra ou grupos de apoiantes: confiamos na consciência de todos, os conhecidos e os anónimos, pois não há colegas privilegiados.

Somos a lista «E». Sob essa letra está uma só candidatura e não uma federação de candidaturas a vários órgãos. A nossa força é essa unidade. Ajudem-nos a mudar a Ordem a que todos pertencemos.

22.10.07

O desafio ante o silêncio


«Desafiamos todos os candidatos a Bastonário a virem publicamente dizer que estão contra o princípio que consta do deliberado no último Congresso: «a eleição do Conselho Superior deverá realizar-se em escrutínio separado do dos restantes órgãos executivos». Dissemo-lo no último email enviado hoje a toda a classe. Aguardamos resposta. Até agora tem reinado profundo silêncio sobre este assunto, que marca a diferença em torno do essencial.

21.10.07

Por uma Advocacia responsável, livre e respeitada




Chamo-me Fernando Alberto de Moura Teixeira, usando o nome profissional de Fernado Moura.

Frequentei a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra de 1969 a 1974, ano em que me licenciei.
Nesses vigorosos anos de luta pela liberdade, fiz um percurso cultural, pessoalmente gratificante, na revista “Vértice”, de que fui secretário e redactor com, entre outros, os Professores Orlando de Carvalho, Avelãs Nunes, Vital Moreira e Gomes Canotilho, docentes da UC.

Fiz estágio em Aveiro com o Dr. Álvaro Seiça Neves, de quem me tornei grande amigo, e de quem muitos se lembrarão como exemplo de advogado e democrata.
Aí iniciei a advocacia. No entanto, por razões familiares, fixei residência em Leiria em 1978 e abri escritório na Comarca de Porto de Mós e, mais recentemente, também em Leiria.

Por diversas vezes fui Presidente da Delegação da O.A. em Porto de Mós.
Fui vogal do Conselho Geral presidido pelo nosso querido Bastonário Dr. António Pires de Lima.
Sou vogal, com orgulho, do actual Conselho Geral.

Aceitei o honroso repto do nosso futuro Presidente, Dr. José António Barreiros, para fazer parte do Conselho Superior porque, se o traço genético de sua candidatura é a independência, não deixa de respeitar o contributo de todos os que passaram pela Ordem.

Como todos sabemos, o Conselho Superior tem tarefas ingratas, que importam grande ponderação; porém, absolutamente indispensáveis na sindicância da deontologia, pedra de toque da advocacia responsável, livre e respeitada.

Sob a orientação do nosso Presidente, estou certo de que a Ordem continuará a elevar o patamar da auto-regulação disciplinar, sem paralelo em outras Ordens ou Associações profissionais.

A candidatura no Porto, a 24


No próximo dia 24, quarta-feira, pelas 18:30, terá lugar a apresentação da candidatura no Porto. O evento ocorrerá no Centro de Formação, sito no Edíficio Mapfre, na Rua Gonçalo Cristóvão.

Estão desde já convidados todos os colegas, nisso incluindo os que sejam candidatos em outras listas, ainda que a outros órgãos da nossa Ordem.

Uma disciplina segura, atenta e prestigiante para a classe

Luís Teixeira e Melo


Advogado desde 1971, passei 9 anos a servir a nossa Ordem (3 anos no Conselho Distrital do Porto que, ao tempo, tinha funções disciplinares, actualmente próprias do Conselho de Deontologia, e 6 anos, em 2 mandatos, no Conselho Superior, um deles no Consulado do Bastonário Pires de Lima, outro no Consulado do Bastonário José Miguel Júdice).

É, pois, natural que a experiência vivida nessas missões, conjugada com uma vida profissional muito intensa, e com uma participação permanente na actividade forense, me sugiram que aqui deixe duas ou três ideias mestras sobre o que deve ser o papel do Conselho Superior nos tempos que se vivem e nos mais próximos, e como esse papel pode ser desempenhado, em melhores condições que outros, por um núcleo de Advogados que se agregou numa candidatura autónoma e única a esse órgão:

1º- O Conselho Superior - “forum” e Tribunal Supremo da Classe - deve constituir-se no ponto de encontro de todas as sensibilidades que os Advogados cultivam por forma a exercer uma disciplina segura, atenta e prestigiante para a classe, que não contemporize com desmandos, mas também não sirva de travão ao exercer de legítimos direitos nossos e dos cidadãos que servimos, rejeitando com firmeza todo o manobrismo que dificulta e asfixia as relações na vida forense;

2º- O Conselho Superior, no exercício do seu magistério próprio, deve exercer uma censura discreta, mas activa e atenta, sobre o modo como, interna e externamente, se aplicam e servem as regras estatuárias, agindo sempre de modo que a população em geral perceba que aspira a que a classe actue com uma conduta de grande exigência ética, e os advogados sintam nele o primeiro baluarte de defesa das suas acções, se pautadas por essa exigência;
3º- O Conselho Superior deve, no quadro de uma intervenção permanente e activa, e igualmente cívica, exigir que as demais profissões forenses, a começar pelos magistrados, conheçam e respeitem as regras deontológicas da profissão, e vejam o legislador dotá-las também de um corpo legal de regras deontológicas que disciplinem as suas relações interpessoais e as que mantêm com os advogados e com aqueles que deles se abeiram , reclamando justiça;

4º- O Conselho Superior deve, por fim, com lealdade e equilíbrio, ajudar os advogados a auto-regularem os seus comportamentos recíprocos, clarificando, com boa fé e previamente, o quadro da sua intervenção em matérias particularmente delicadas e que o Estatuto trata confusamente, como é, por exemplo, o caso da correspondência reservada, sujeita à restrição “without prejudice”, no confronto daquela que não pode ter esse carácter, sob pena de desvirtuar a razão de ser do segredo profissional e premiar aqueles que têm como lema litigar sem regras.

20.10.07

A candidatura nas sociedades de advogados


Levando a cabo acções de campanha em escritórios onde os Advogados se encontram organizados em regime societário, a candidatura esteve na passada sexta-feira nos escritórios da PLMJ, em Lisboa, na Avenida da Liberdade. Seguem-se contactos com outras sociedades de advogados, expondo aos colegas o nosso projecto.

18.10.07

Um exercício de cidadania



Chamo-me Teresa Barreto Xavier, licenciei-me em direito na Universidade Católica de Lisboa e exerço a advocacia em Coimbra desde 95.
Sou vogal da Comissão dos Direitos Humanos (CDHOA) da Ordem dos Advogados (2004-2007).

Com as minhas raízes em Goa, foi na Guarda, cidade onde cresci, que aprendi a perceber a advocacia como uma enorme missão que hoje continua a fazer sentido.
Acredito que a advocacia de hoje, na sua diversidade, continua a ter essa missão. Um denominador comum que não pode deixar de nortear a actuação de cada um de nós: um constante exercício de cidadania ao serviço das pessoas e em prol da sua dignidade.

Aceitei por isso com enorme entusiasmo, o desafio que me foi lançado para integrar esta lista independente ao Conselho Superior da OA, encabeçada pelo Dr. José António Barreiros, pessoa por quem tenho um grande respeito profissional e não menos pessoal!

Porquê nós?


Não fazemos campanha contra ninguém.

Temos um espaço próprio de afirmação.

Analisando as listas concorrentes ao cargo de Bastonário vemos que duas delas almejam ganhar tendo os seus próprios Conselhos Superiores, que as apoiam e que elas apoiam expressamente, duas faces de uma mesma moeda. Votar nelas, em bloco, é votar na concentração do poder.

Duas listas para Bastonário, de discurso radical, não apresentam listas para o Conselho Superior: votar nelas implica ter de votar num Conselho Superior que seja capaz de assegurar o equilíbrio de poderes, colmatar pela legalidade os excessos de voluntarismo.

16.10.07

Acreditar na Advocacia


Chamo-me António Alexandre Salazar.

Sou advogado, com escritório em Matosinhos, desde 1987.
Entre 2002 e 2004 fui membro do Conselho de Deontologia do Porto. Sou, desde 2005, Presidente do Conselho de Deontologia do Porto, eleito numa lista independente de qualquer candidatura a qualquer outro órgão.

Continuo a acreditar na Advocacia e nos Advogados e sei que os cidadãos podem continuar a acreditar e confiar nos advogados.
A minha experiência no Conselho de Deontologia do Porto, de quase 6 anos, revela-me isso mesmo. Mais de 90% das participações disciplinares foram arquivadas. Muitas delas por manifestamente infundadas. Algumas destas provenientes dos Tribunais.

O código deontológico dos Advogados é a marca que distingue a Advocacia das demais profissões, que nos une e é a garantia de confiança para os cidadãos.
Compete à Ordem dos Advogados defender esse património, e por via dele, o estado de direito, os direitos e as garantias individuais. Tem por isso que ser forte, e para isso, tem que mudar.

Não podia, por isso, ficar indiferente, como sei que os Advogados não vão ficar indiferentes, à ideia de um Conselho Superior da Ordem dos Advogados absolutamente independente de qualquer outro órgão, ideia que logo se fez projecto, que o é, também, de mudança da Ordem dos Advogados.

15.10.07

Évora: apresentação da candidatura


A apresentação da candidatura em Évora terá lugar no próximo dia 18, pelas 18:00, nas instalações do Conselho Distrital.
Estão desde já convidados todos os Colegas. Teremos o maior gosto em estar com todos.

Portimão: é amanhã, dia 16


O Conselho Distrital de Faro da Ordem dos Advogados vai levar a efeito uma Conferência sobre “As Leis Criminais”, sob a orientação do Sr. Dr. Miguel Pedrosa Machado e Sr. Dr. José António Barreiros.

A Conferência decorrerá no próximo dia 16 de Outubro de 2007, às 18.00h, no Hotel Júpiter – Praia da Rocha, em Portimão.

Entrada livre.

11.10.07

Só a Ordem nos defende


O meu nome é Álvaro Correia Pina e serei talvez um dos que nasceu há mais tempo, neste grupo.

Segui Direito com a ideia de ser Advogado.
Licenciado em 1966 pela Faculdade de Direito de Lisboa, pela força das circunstâncias resolvi ingressar no Mº Pº antes de fazer o serviço militar obrigatório.
Ainda antes de o terminar, pedi a exoneração da Magistratura e depois, em 1972, comecei a advogar e não deixei de o fazer até hoje.

Fui Vogal no Conselho Geral do último mandato do Bastonário Júlio Castro Caldas e no Conselho Superior presidido por Alfredo Castanheira Neves.

Ser Advogado é uma profissão que nos obriga a estar sempre a estudar e a ajudar os outros.
É uma missão em que muitas vezes estamos sós, contra tudo e contra todos e em que apenas a Ordem nos defende.
Consagrada constitucionalmente a essencialidade da advocacia na administração da justiça, apenas a nossa Ordem é a garantia de que nos será dada razão, se a tivermos e de que, se infringirmos as regras da nossa nobre profissão, podemos ser punidos.

Sejamos livres e independentes e mantenhamo-nos como tal, para que possa haver justiça nesta nossa terra.
Por isso e na lista encabeçada pelo Advogado José António Barreiros, volto a candidatar-me a integrar o Conselho Superior.

As grandes causas


Uma pequena nota autobiográfica é sempre laudativa.

Apesar disso, aqui deixo uns traços deste vosso candidato, José Armando Carvalho, nado e criado em Paranhos, rodeado das neves da Estrela no Inverno, de amoladores, funileiros e ciganos a partir de Maio de cada ano.
Virá daí a minha propensão para a defesa dos marginalizados?

Em Coimbra, estudei, estagiei e encetei a advocacia. Que em 1972 prossegui em Setúbal, cidade onde me fixei, segundo uns, porque era provinciana, pacata e progressiva, segundo outros, Loucos (de Palácio da Loucura) ou idealistas, como o Celso e o Adriano, porque queria estar próximo do meu José Afonso.

Ao longo de todos estes anos tenho patrocinado múltiplas, variadas e “grandes” causas, “grandes” apesar do seu valor diminuto.
Poderemos recusar uma acção de cinco mil escudos, quando a seguradora, arrogantemente, não assume as suas responsabilidades inequívocas, porque espera do seu contendor a inércia?

Sou um advogado normal, como a maioria de vós, empenhado na profissão e que tenta fazer o melhor.
Sempre vivi, como quase todos, arredado da Ordem, a quem, todavia, reconheço um papel insubstituível na regulação da profissão.
Assim continuaria para todo o sempre, se não tivesse sido desassossegado por um inoportuno convite do Dr. José António Barreiros, que em má hora se lembrou de mim.
Constatando, porém, a sua inesgotável energia e entusiasmo, não estou arrependido de ser candidato, embora me aguarde, porque sei que iremos triunfar, trabalho árduo no Conselho Superior.

Terei oportunidade, na véspera e durante a minha reforma, de tentar ser equânime e sensato nos litígios ou questões em que tenha de intervir.

10.10.07

O dito e o feito

O Dr. Marinho e Pinto, na sua comunicação ao último Congresso propôs o seguinte:
«3. c) – A eleição do Conselho Superior deverá realizar-se em escrutínio separado dos dos restantes órgãos executivos, mas em simultâneo com os dos Conselhos de deontologia (...) A eleição em separado terá a vantagem de gerar uma lógica própria que não subordinem esses órgãos aos órgãos executivos que lhe compete fiscalizar, nomeadamente ao Bastonário». Vêr o texto integral, aqui.

O candidato a Bastonário Dr. Marinho e Pinto, diz no site da sua candidatura o sguinte:
«Esta candidatura acabou por não apresentar lista ao Conselho Superior, porquanto, não foi possível reunir a tempo o número de assinaturas necessárias. Com efeito, por contingências diversas só foi decidido avançar com a candidatura do Dr. Luís Pais de Sousa a presidente desse órgão, a escassos 9 dias do termo do prazo para apresentação das candidaturas, não tendo, por isso, sido possível a sua oficialização no prazo estabelecido (...)». O resto pode ler-se aqui.

Palavras para quê?

Prometer e cumprir: a questão da discriminação

Há um candidato ao cargo de Bastonário que é também membro de um órgão fundamental da Ordem: o Professor Menezes Leitão é candidato a Bastonário e é Vice-Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados.

Ora o candidato sentiu-se discriminado pelo órgão a que pertence, não terá sido capaz capaz de demover esse órgão, evitando a consumação da sua discriminação e, por isso, e demitiu-se do mesmo. É uma situação lamentável.

A nossa candidatura, não sendo ao Conselho Geral nem a Bastonário, não vai entrar em polémicas eleitorais sobre cargos a que não concorre.

Queremos sublinhar só um aspecto: a separação de poderes e a independência dos órgãos são, como nunca antes foram, imperativos fundamentais. Os factos falam, por si.

9.10.07

Advogada praticante


Armanda Godinho da Silva

Sou Advogada praticante.
E não consigo – não posso - deixar de o ser.
E faço-o com enorme gosto, esforço e… um sorriso.
A Advocacia como a conheci está em mudança.
Desistir? Nunca…É feitio.

Adaptar-me-ei ao que tiver que ser: fruto dos tempos, da Europa, das Convenções ou Tratados ou leis em catadupa…
Mas sempre pautada pela essência da profissão: Independência e Liberdade.
Que está consagrada no Estatuto da Ordem dos Advogados.

E, por isso, pela primeira vez sou candidata, integrada numa lista, a lista independente ao Conselho Superior, liderada pelo “nosso” José António Barreiros.

Independente porque não está integrada numa candidatura a Bastonário.

“Ordem na Ordem” porque representa a separação de poderes dentro duma Ordem que se quer independente.

É este o momento da mudança. É esta a Advocacia como a conheço. É esta a Liberdade como a conheço.

6.10.07

A separação de poderes, garantia de liberdade


Habitualmente apresento-me: Margarida Alves Vacas, advogada.

Acontece que estou candidata ao Conselho Superior da Ordem dos Advogados, na lista do Dr. José António Barreiros, e é legítimo que os colegas, a quem peço que votem em nós, queiram saber de mim mais do que isso.

Então é assim: nasci em Setúbal, em Novembro de 1964 em casa de meus pais; o rio Sado ao fundo da rua, a serra-mãe atrás, como que protegendo-nos. Cresci entre livros antigos, pianos e pessoas idosas, mas tão minhas amigas…

Licenciei-me em Direito na Universidade Católica, em Lisboa, no ano de 1987, que foi também o ano em que nasceu a minha filha. Tinha já, então, um filho, nascido em 1985. Foi também ali que me pós-graduei em Estudos Europeus. Voltaria ali, àquela que, durante uns anos foi a minha segunda casa, para iniciar um mestrado que as obrigações pessoais, familiares e profissionais, me impediram de concluir. É um projecto adiado. O estudo é para mim um prazer e uma necessidade. O tempo para tal, escassíssimo – fica o desabafo.

Estagiei com o Dr. Manuel Mendes Carqueijeiro. Inscrevi-me na Ordem, como advogada, em Novembro de 1990, completado o estágio.

Fui vogal na Delegação de Setúbal; orgulho-me de tê-lo sido e do trabalho que ali fiz.

Aceitei este desafio, o de estar nesta candidatura, de integrar esta lista, porque acredito na importância dos corpos intermédios, sem os quais o indivíduo fica à mercê do Estado.

Também porque acredito na Ordem, na associação de profissionais livres que é e na força e no poder que tem para actuar na melhor defesa dos interesses daqueles a quem pertence e, em consumação disso ou como corolário disso - e porque os advogados são os grandes obreiros da justiça - na melhor defesa do Estado de Direito.

E, finalmente, porque acredito na separação de poderes como garantia de liberdade e entendo que o princípio, que molda desde 1789 a nossa forma de vida e a nossa organização política, deve ser transversal a toda a sociedade. Deve estar presente em todas as instituições que contenham em si a possibilidade de julgar os seus. E deve ser ele a garantir que os advogados continuem a querer ser julgados, quando estiverem em causa actuações no exercício da sua profissão, pelos seus pares e não pelos Tribunais.

Com uma história já de 80 anos a Ordem é uma instituição de que devemos orgulhar-nos, que devemos servir porque nos tem servido e que tem sido, também ela, um pilar da liberdade, mesmo em tempos em que arvorar tal bandeira não estava ao alcance de qualquer um. Recordo, a propósito, que muitas pessoas a quem foi vedada a possibilidade de seguirem outras carreiras encontraram na Ordem, e através dela na advocacia, a possibilidade de seguirem o seu caminho.

Continuar este trabalho é uma obrigação dos advogados que o são porque se sentem assim e é homenagear todos aqueles - de Presidentes do Conselho Superior a Delegados - que ao longo de décadas deram o seu tempo e o seu esforço, sem qualquer contrapartida que não a do prazer de ver obra feita, a uma causa comum – a advocacia livre, independente e digna. É por isso que chegam a ler-me, e até a conhecer-me, aqui.

5.10.07

A revolta e a rebelião


Bilhete de João Vaz Rodrigues, advogado com inscrição (propedêutica em 1984) definitiva em 1986 na OA:

Se as cartas de amor não são ridículas, parecendo-o, um curricula de quem se vai submeter a votos não se escapa, de todo, a igual sensação. Mas se as primeiras me entusiasmam, esta apresentação custa-me «horrores». Tenho pudor em desnudar-me assim ou em maquilhar pergaminhos. O que me apetece é simplesmente dizer: quem pretender apurar quem sou e o que fiz, que inquira, investigue, leia… E como já o disse, não irei muito além disto.

Pratiquei e pratico a Advocacia, com a eterna necessidade de lhe colocar sempre uma letra maiúscula, ensinei e ensino e estudo na minha Universidade do Espírito Santo, dei sangue pela Cruz da Ordem. E só sei que partilho a curiosidade em questionar, questionar sempre.

Que Ordem temos? Que Ordem teremos? Existe Ordem? Que interessa isto a quem, em um ano, recebe (entre o mais e por vezes mais do que uma vez) um NRAU; alterações ao Código das Custas; às Sociedades Comerciais; ao processo executivo; ao Ordenamento Judiciário; redução falaciosa das férias judiciais; ao Contencioso Administrativo; ao Notariado; ao Processo Penal; ao Processo Civil; ao Código Civil; ao Código Penal; ao Procedimento e Contencioso Tributário; ao Urbanismo; ao regime de acesso ao Direito; e tanta outra legislação avulsa (e não raro caótica) sobre os mais variados temas que, a continuar eu, invadiriam todo o espaço disponível deste texto… Em suma: enxertos e remendos, remendos e excertos.

Que interessa? Claro que interessa.

Interessa ter consciência de que, perante tanta novidade, corremos permanentemente sobre um fio fino de navalha em que o erro não censurável e a negligência passaram a tratar-se por tu, mas ambos a confraternizarem bem perto de cada acto profissional de um Advogado.

Interessa ter consciência que a Advocacia nos exige agora, esquizofrenicamente, a exposição das ideias na defesa intransigente dos interesses confiados e o recato de antanho, permanente garantia das nossas características genéticas.

Interessa ter consciência de quão fácil é manchar a honra de um Advogado que desperta incómodos por fazer o que lhe ditam as suas liberdade, autonomia, independência e brio.

Interessa ter consciência que a Advocacia em Portugal sofre as pressões de outros modelos que a velocidade dos tempos importaram já e estão instalados.

E tudo isto (e o demais) despoleta uma revolta surda pela impotência perante alguns disparates evidentes e constantes «armadilhas»; e ameaçam-nos ainda com mais alterações e com a quebra de sigilo e com a redução da capacidade de intervenção das Ordens Profissionais...

A ser assim, será de prever que a autonomia da «jurisdição» da Ordem passe, em curtíssimo prazo, a sofrer um acréscimo inusitado de procedimentos, tal como pressões nunca antes sentidas, tal como uma necessidade de intervenção alargada. Alguém terá de dar uma nova expressão a estes novos desafios, com uma autoridade inequívoca, publicamente reconhecida, e desassombradamente.

Está feito o caldo da rebelião. É de difícil digestão prever um mandato que se dissolva em eternas «conciliações» e protestos que acabam tíbios, como é apocalíptica a promessa alternativa de um «inferno» revoltoso.

Talvez nunca a Ordem tenha necessitado tanto de se apetrechar com a sua independência e com as suas prerrogativas de protesto e de defesa de um «Estado de Direito». Se é que ainda estamos em tempo, então, mais do que a mera inteligência, argúcia e prudência, é necessário que se organize a defesa dos redutos fulcrais e se escolham as melhores «vozes» para o que «der e vier».

Um desses redutos é seguramente o Conselho Superior. E o protagonista da «voz» que suporto dá pelo nome de José António Barreiros.

Será preciso explicar mais alguma coisa? Seguramente que sim. É o que farei: há sempre quem ande distraído ou prefira a distracção.

Os tempos que correm não propiciam brincadeiras, e este candidato que vos escreve, que o é também a diletante, sofre as inquietações que a mera aspiração a este último estatuto não esconjuram.

Agrada-me a personagem mítica de (uma anedota?) de um antigo Conselheiro da Ordem que se confrontou com uma queixa de um Magistrado contra um Advogado, consistente em singelo apontamento: «O Sr. Advogado persistiu no decurso do Julgamento em inquirir sobre o que já estava por mim adquirido, depositando em acta o que ouvia; decidi retirar-lhe a palavra: protestou, merece censura; daqui a queixa.». Ouvido o Advogado: «O Sr. Juiz estava convencido; eu não; retirou-me a palavra; não me calei e fiz o que pude: protestei.». Decidiu o Conselheiro sumariamente: «O Sr. Juiz estava convencido… eu também; ele retirou a palavra ao Sr. Advogado; cabe-me agora retirar a palavra ao Sr. Juiz. Notifique e arquive-se!».

Nem tudo se pode fazer sempre com humor, mas confesso que me cansam os eternos pessimismos, as raivas expedidas em corredores, o queixume reiteradamente despejado nas antecâmaras dos Tribunais ou nos demais edifícios que calcorreamos, a maledicência gratuita da inveja de quem não acredita, e, por isso, não concebe mais do que desacreditar, aumentando o descrédito.

Desejo algum optimismo e também partilho a vontade de mudança: pois se for este o sentimento geral, então nada melhor do que mudar já — e antes de mais — dentro da própria Ordem, segundo o segredo velho da «separação» completa entre o que é executivo e o que é jurisdicional.

Bem sei que a independência não será apanágio exclusivo desta candidatura, só porque aparece desvinculada de qualquer outra, mas o que sei é que esta aparece com essa garantia, como sua condição «natural».

E sendo esta a sua condição «natural», não se espere que deixe de «falar alto», que apareça a explicar, a apontar, a corrigir, sempre e onde os desígnios Estatutários da Ordem o exijam.
Basta por ora.

Sonhos de ideal, certezas do real


Chamo-me Maria de Lurdes Senra Bessa Monteiro, sou Advogada, tenho 53 anos (ao contrário do que dizia Oscar Wilde, sou confiável).
Há 19 anos, já casada e com 3 filhos “ao colo”, larguei os corredores da Faculdade de Direito de Lisboa.
Desde então, nesta cidade e a tempo inteiro, dedico-me a esta nobre profissão.

O entusiasmo e expectativa da “juventude”, maturados pela aprendizagem no percurso já cumprido, mantêm-se. Considero ter feito uma boa escolha.
A Advocacia permite-me sustentar a coerência entre os meus sonhos do ideal e as minhas certezas do real.
A Advocacia é uma ferramenta indispensável para que a sociedade humana seja, de facto, um exemplo de coexistência dos Direitos, das Liberdades, das Garantias e dos Deveres, sem os quais nos manteríamos num estado selvagem.

Com este espírito, integrei, como Vogal-Secretária, entre 1999 e 2001, o Conselho Distrital de Lisboa da nossa Ordem - a que muito me orgulho de ter pertencido e no qual fiz amigos para a vida - excelentemente presidido e conduzido com independência e autonomia, ingredientes que (entre outros) garantem a isenção e o bem servir.

Com este mesmo espírito, ora integro a lista da candidatura ao Conselho Superior do nosso colega José António Barreiros, em quem reconheço as qualidades indispensáveis para conduzir, com sensibilidade, bom senso e sapiência, a espinhosa tarefa de julgar os pares, pugnando pela manutenção da dignidade de uma profissão que, quando nobremente exercida, nos engrandece a todos.

Quero Advogados probos, livres, dignos, capazes de influir positivamente na sociedade.
É esse o compromisso que assumo com o candidato, com a equipa que o acompanha e na qual, com orgulho, me integro, e perante os Colegas.

4.10.07

Tempos difíceis que se apresentam


E aos costumes disse:

Chamo-me Ernesto Augusto de Almeida Correia e profissionalmente uso o nome abreviado de Almeida Correia, sou casado, tenho dois filhos, nasci e trabalho em Vila Nova de Gaia.

Licenciei-me em direito (Ciências Jurídicas), sendo do curso de 1973/1978, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Frequentei o Curso de Pós-Graduação em Ciências Jurídico-Civilistas, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (anterior à criação dos Mestrados), tendo em vista uma carreira académica.

No entanto, por influência do meu pai, iniciei a advocacia, como estagiário em 1979 e como advogado em 1980, pela qual me apaixonei, tendo, como reconheço na esmagadora maioria dos advogados, em prol da defesa dos casos que me foram sendo confiados, sacrificado o descanso e a família. Aprendi a ser advogado com as experiências vividas com outros colegas, com os sucessos e sobretudo com os insucessos.

A partir de 1989 passei a exercer a advocacia integrado numa pequena sociedade civil de advogados com outro colega, que entretanto se alargou a mais dois.

Passei a ter um contacto mais próximo com a Ordem dos Advogados a partir de 1993, por convite do Conselho Distrital, integrando o quadro de júris de avaliação das provas finais de agregação dos advogados-estagiários do Centro de Formação do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados do Porto.

Também por deliberação do Conselho de Arbitragens do Centro de Arbitragens Voluntárias da Ordem dos Advogados, fui convidado, em 1995, a integrar a relação de árbitros do referido Centro.
Fui ainda patrono formador, vogal secretário do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, no triénio 2002/2004 e sou, actualmente, vogal do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, sendo responsável pela Comissão Nacional Contra a Procuradoria Ilícita.

Tenho por todos os colegas que integram os órgãos da Ordem dos Advogados, sobretudo os Delegados e os que constituem as Delegações, a maior admiração pelo trabalho abnegado e desinteressado e nem sempre devidamente reconhecido, que desenvolvem em prol de todos, seja no acesso ao direito, e em sessões de formação, seja na defesa dos cidadãos e dos colegas que são vítimas de prepotências, seja nas suas mais variadas intervenções que muito prestigiam a Ordem e os Advogados.

Apesar de ter prometido a mim próprio, à família e aos meus colegas de escritório que deixaria de participar em cargos na Ordem, não consegui resistir ao convite do Dr. José António Barreiros pelo projecto que apresenta, de independência absoluta do Conselho Superior, o que há muito também vinha defendendo, e sobretudo por reconhecer que os tempos difíceis que se apresentam exigem, mais do que nunca, um Conselho Superior com essas características.

3.10.07

Dignificar a profissão, uma preocupação permanente


Francisco Mendes da Silva

Nasci em Seia, em Julho de 1953.
Após concluir os estudos liceais, rumei à Universidade de Coimbra, onde frequentei a Faculdade de Direito entre 1973-1978 e onde me licenciei.

Em Viseu fiz o estágio de advocacia, tendo-me inscrito na Ordem em 06.06.1980, com o número 1612-C.
Nesta cidade instalei o meu centro de vida familiar e também profissional, exercendo a advocacia há quase trinta anos.
Tenho um filho que é Advogado e com quem compartilho amiúde a procura da melhor solução para os casos confiados pelos clientes.

Fui sempre um Advogado de barra e conheço bem os problemas da profissão e os desafios que se lhe colocam.

As coisas da Ordem sempre me interessaram.
Fui Secretário da Delegação de Viseu da O. A. no triénio de 1984/1987, seu Presidente no triénio 1996/1999 e Vogal do Conselho Distrital de Coimbra de 1987/1989.

Aceitei o honroso convite do meu Colega Dr. José António Barreiros para integrar a sua lista para o Conselho Superior, porque subscrevo inteiramente a necessidade de uma lista independente e autónoma de qualquer candidatura à Ordem.

2.10.07

Sem esperar nada em troca

Chamo-me Isabel Duarte há 27 anos, síntese do nome que adoptei em 1980, aquando do final do estágio para Advogada, já feito a trabalhar.


Filha da minha brava Mãe, a quem devo a humildade de saber que, se não puder advogar, conseguirei sobreviver com honradez de qualquer outro modo, nasci em Lisboa, há 53 anos.
Tenho três filhos, a mais nova com 16 anos, o mais velho nascido ainda nos meus tempos de estudante, na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa onde, na qualidade de aluna, conheci o Dr. José António Barreiros e onde, durante os anos lectivos de 1980/1981 e 1983/1984, fiz parte do grupo de Monitores das Cadeiras de Direito Penal e Direito Processual Civil.

Integrei, com o Dr. Henrique de Albuquerque Souto, grande Homem e Advogado, infelizmente já falecido, e com o António Rodrigues, excelente Amigo e Solicitador, a equipa que criou os Serviços Jurídicos da Portucel, ainda quando me encontrava a terminar o curso de Direito.

O meu Patrono - que o digo quase como se do meu Pai falasse - Dr. Nuno Soares da Fonseca, foi, para mim, a inspiração do que deve ser um Advogado: um ser humano probo, sincero, simples, movido pela ética e a compaixão.

Exerço, desde 1984, Advocacia, no meu escritório e a tempo inteiro. Foi o Dr. António Mendes Carqueijeiro, que continua vivo no meu coração, que me empurrou, como só um jogador de rugby o sabe fazer, para dentro da jaula do leão de um julgamento impossível e inesperado. A vida fez-me então perceber que a Advocacia não se compadece com o medo, a submissão, a incultura ou o desleixo. A coragem que tive que descobrir dentro de mim nesse dia, mudou tudo. Já nada devo à vida que, talvez por isso, me reconheceu o direito a não usar canga.

Integrei um excelente Conselho Distrital de Lisboa, onde conheci um dos melhores condutores de homens, o Dr. José Carlos Soares Machado. Integrei um magnífico Conselho Superior, onde aprendi todos os dias com os nossos Senadores da Advocacia que, apesar das diferenças, nunca deixaram de falar em uníssono, sabendo o que queriam e o que diziam.
Nesses dois Conselhos aprendi também que todos os sacrifícios nos devem ser pedidos, se nos propusermos trabalhar para a Ordem dos Advogados, sem esperar nada em troca e que nenhum sacrifício nos deve ser pedido se a nossa proposta é ganharmos algo com o nosso serviço à Ordem.

Hoje, como no princípio, continuo a ter só o meu nome, a minha cara e a minha capacidade de trabalho para vos apresentar.
Não pertenço a partidos e muito menos a agremiações subliminares ou a grupos politicamente correctos.
Sou uma mulher de esquerda e humanista convicta de que, mal ou bem, tudo se resolve cá na terra.

Contra a subalternização do Conselho Superior

Amadeu Morais

Nascido a 18.05.1949 e licenciado na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em Janeiro de 1972 .
Estou inscrito ininterruptamente como advogado na Ordem dos Advogados desde 29 de Outubro de 1973, sendo portador da cédula profissional com o nº 1299-P .

Ao longo de todos estes anos, exerci na Ordem dos Advogados as funções seguintes :
- vogal do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados nos mandatos de 1979/1981e 1982/1984 ;
- Vice-Presidente do mesmo Conselho Distrital no mandato 1999/2001 ;
- vogal do Conselho Geral no mandato 2002/2004, sendo bastonário o Dr. José Miguel Júdice .

Fui Director da Revista do Conselho Distrital do Porto nos anos de 1999 a 2001 .

Integrei, nos anos de 2001 e 2005, o júri das provas de admissão ao Centro de Estudos Judiciários .

Não obstante a minha quase exclusiva actividade como advogado, que sempre considerei como a minha única vocação, fui docente do Departamento de Direito da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, nos anos de Outubro de 1976 a Fevereiro do corrente ano de 2007, na qualidade de assistente-convidado, tendo tido responsabilidades lectivas na área do Direito Civil e Direito das Sociedades Comerciais .

Convencido firmemente a não integrar mais qualquer órgão da Ordem dos Advogados, não pude deixar de me sentir sensibilizado com o convite formulado pelo Dr. José António Barreiros, que aceitei quase imediatamente .

Razões para esta aceitação :

- a circunstância inédita, mas de uma justificação mais que evidente e fundada, de se tratar de uma lista autónoma ao Conselho Superior, independente de qualquer candidatura a qualquer outro órgão da Ordem dos Advogados, maxime de qualquer candidatura a Bastonário e Conselho Geral .

- a reafirmação, por essa via, da dignidade do Conselho Superior como instância de recurso das decisões e deliberações dos demais órgãos da Ordem dos Advogados, como garante dos direitos e também dos deveres dos advogados .

- a qualidade que reconheço existir nos demais Colegas que integram a lista, e a identificação por todos assumida com a natureza diferente e muito especial das atribuições do Conselho Superior, incompatível com qualquer tipo de subalternização relativamente aos demais órgãos.

A nossa candidatura, as outras candidaturas

A nossa candidatura distingue-se das demais, porque:

* Não temos o «nosso» candidato a Bastonário, não somos candidatos de nenhum candidato a Bastonário: somos livres.

* Não declaramos nem aceitamos apoio de qualquer candidatura a outro cargo na Ordem: somos autónomos.

* Estamos acima dos jogos de poder, livres de compromissos e dos interesses da política: somos independentes.

* Não confundimos os advogados que honram a profissão, que contra a adversidade a dignificam e com sacrifício a prestigiam, e que são a esmagadora maioria, com os poucos que assim não procedem: somos prudentes.

Face às outras candidaturas, a nossa saúda-as e que sejam os Advogados a decidir, na hora do voto, em função de uma consciência livre e sem artifícios de campanhas de marketing eleitoral.

Fiscalização em defesa de todos os advogados

Miguel Pedrosa Machado


Nasci em Coimbra em Novembro de 1961, mas passei a infância e a primeira parte da juventude em Tomar, comarca escolhida, há mais de 40 anos, por meu Pai, para centro e sede da sua vida de Advogado.

O facto de os meus últimos anos de Liceu terem coincidido com uma altura de grave perturbação «pós-revolucionária», designadamente no ensino do Direito, levou-me a concorrer à Universidade Católica, em Lisboa, onde se conseguiu, a partir de 1976, proceder a um diálogo qualificado entre as duas escolas jurídicas nacionais até então existentes.

Aí me vim a licenciar em 1984 e a obter o mestrado em 1989. E é desde o ano da minha licenciatura que me encontro ligado à investigação e ao ensino universitário, tanto no País como no estrangeiro, sendo igualmente responsável pela publicação de já várias dezenas de estudos jurídicos, especialmente no domínio penal.

Fiz o estágio de advocacia com meu Pai e estou inscrito na Ordem desde a conclusão desse estágio em Outubro de 1986. Ordem com a qual já tive a honra de colaborar elaborando escritos de crítica integrados em processos legislativos.

E Ordem que sinto poder servir como membro de um Conselho que oferece garantias de independência para exercer funções de fiscalização em defesa de todos os Advogados e da sua imprescindibilidade na administração da Justiça.

Advocacia: acolher e servir as pessoas

O meu nome é António d’Orey da Cunha.

Nasci em 1944 e frequentei a Faculdade de Direito de Lisboa de 62 a 67.
Estagiei com o Dr. Agostinho Cavaleiro Ferreira. Cedo comecei a colaborar com o Dr. António Joaquim Mendes de Almeida, meu Mestre, meu Amigo e sempre a minha referência profissional e ética.

Patrocinei a Ordem em muitos recursos administrativos interpostos de decisões do Conselho Superior.
A minha advocacia, profissão a que me dediquei em exclusivo, foi sempre esforçada, mas feita com alegria. O meu objectivo tem sido acolher e servir as pessoas, privilegiando a relação pessoal com os constituintes, em entreajuda na descoberta das melhores soluções e legítimos meios de as alcançar.

Nunca participei em sociedades de advogados: sou independente mas não me escuso de pedir colaboração ou ajuda. E tenho a alegria de ter três filhos Advogados, que estagiaram comigo, a trabalhar no mesmo escritório.

Esta candidatura, não alinhada, cativa-me: move-me o espírito do serviço à Ordem e, por ela, aos meus Colegas.

1.10.07

Advogado: o verdadeiro baluarte dos direitos do cidadão


Eu, Pedro Alhinho, advogado no Porto, confesso, integralmente e sem reservas que:

Licenciei-me pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto, no ano de 1986, onde aprendi com o Professor João Baptista Machado, “abram-me essas janelas, o cérebro precisa de oxigénio, não há juristas sem a inteligência a funcionar”;

Fiz o meu estágio de advocacia de 1986 a 1988, no escritório do Dr. Gil Moreira dos Santos, com quem aprendi que “os códigos são para se ler”, que “os casos são todos únicos”, e que o advogado é um cultor da isenção, da independência, e da frontalidade;

Conheci o Dr. José António Barreiros em 1991, com quem aprendi que o processo penal de um Estado de Direito [pesem “as garantias”] pode ser tortuoso para o arguido, e que cabe ao Advogado - o verdadeiro baluarte dos direitos do cidadão - lutar por eles;

Fui formador, e coordenador de formação, na área de processo penal, no Conselho Distrital do Porto, entre 1994 e 2000, onde fiz questão de “exigir” dos Colegas formandos que fossem Advogados desde o primeiro dia, desde a primeira oficiosa, conhecendo a lei tão bem como os juízes, procuradores e advogados mais velhos, mas estudando o processo muito melhor do que eles;

Integro o Gabinete de Estudos da Ordem dos Advogados desde 2005, onde confirmei que o legislador “acertado” e “adequado” do Código Civil é uma espécie em vias de extinção, que mal sabe exprimir o seu pensamento ou consagrar as soluções mais acertadas;

Sou vogal do actual Conselho de Deontologia do Porto [2005-2007], podendo testemunhar, de experiência feita, que não há uma advocacia mas muitas advocacias, que é cada vez mais exigente ser advogado, que somos maioritariamente pessoas de bem, e que nos julgamos uns aos outros com um rigor, uma isenção e uma independência, que podem servir de modelo para qualquer instituição ou julgado;

Aceitei integrar a lista de candidatura do nosso Colega José António Barreiros, exclusivamente para o Conselho Superior da Ordem dos Advogados, pelo desafio que constitui, após anos de ordem menor, fazer ressurgir uma Ordem Maior, reconhecível como casa comum dos Advogados portugueses e como bastião de cidadania.

Em registo de interesses consigno que vivo e continuarei a viver exclusivamente da advocacia – assim mo permitam o engenho, a arte e o mercado – por entender que o exercício de cargos na Ordem dos Advogados constitui, em simultâneo, um serviço e um privilégio, ambos não profissionalizáveis.

30.9.07

Advocacia: uma profissão livre e independente


Chamo-me Nicolina Cabrita. Licenciei-me em Direito, em 1984, para ser Advogada. Não me recordo de alguma vez ter querido ser outra coisa.

Inscrevi-me na Ordem, para fazer o estágio, na vigência do velho Estatuto Judiciário, que foi substituído, nesse mesmo ano, pelo já revogado Decreto Lei 84/84, o primeiro diploma integralmente consagrado ao Estatuto dos Advogados e à sua Ordem. Uma vitória!

Fui estagiária da Dra. Maria Clara Lopes, então Presidente do Conselho Distrital de Lisboa. Foi por causa dela que me interessei pela Ordem.

Na Ordem conheci os Advogados cujo exemplo são a minha referência, entre os quais o Dr. José António Barreiros.
Com eles aprendi o que é ser Advogado. Através dos seus exemplos interiorizei os valores da profissão, os mesmos que, desde 1991, tenho procurado transmitir a sucessivas gerações de advogados estagiários, na qualidade de formadora de Deontologia Profissional do Conselho Distrital de Lisboa.

No triénio de 2002-2004 integrei o primeiro Conselho de Deontologia de Lisboa e ainda a Comissão de Revisão do EOA. Em ambos os casos uma responsabilidade e um privilégio que procurei não desmerecer.

Sempre exerci a profissão na comarca de Lisboa, inicialmente como trabalhadora dependente, integrada em empresas, e desde há doze até ao presente, exclusivamente em regime de profissão liberal, numa pequena sociedade de advogados, da qual sou uma das sócias, e que integra outras duas Colegas.

O futuro preocupa-me. Preocupa-me a responsabilidade de transmitir aos mais novos o que recebi dos antigos: o exercício de uma profissão livre e independente. Esta preocupação é a única razão pela qual aceitei candidatar-me, nesta lista, ao Conselho Superior.

28.9.07

O nosso manifesto eleitoral

Colegas,

Chamo-me José António Barreiros. Inscrevi-me na Ordem dos Advogados em 1972, iniciando o meu estágio. Desde então tenho sido Advogado. Conheço a Ordem, a que me orgulho de pertencer e que considero essencial para que haja uma Advocacia livre, digna e socialmente actuante.

Apresento hoje a nossa candidatura ao Conselho Superior da Ordem, e apenas a esse Conselho.

Não se trata de um projecto pessoal, trata-se de um projecto de uma equipa que se congregou em torno de uma ideia. Não é um projecto de poder, concorremos a um órgão jurisdicional. Tive e tenho intervenção cívica, mas não sirvo nenhuma agenda de interesse próprio.

Se formos eleitos, muitas coisas novas surgirão no Largo de São Domingos.

Pela primeira vez na História da Ordem surge uma lista autónoma, independente das candidaturas aos seus órgãos executivos. Não somos candidatos dos candidatos a Bastonário. Somos candidatos dos Advogados. Queremos a separação de poderes, o Estado de Direito em acção na Ordem dos Advogados.

Pela primeira vez na História da Ordem apresenta-se uma lista ao Conselho Superior em que muitos dos seus membros, tendo mais de dez anos de inscrição, são jovens. A isenção e a competência não são exclusivos da senioridade, sim da maturidade. Somos uma lista em que muitos dos seus membros têm uma experiência de participação nos órgãos da Ordem, outros trazem a vantagem de olharem para a instituição com os olhos límpidos de quem traz a ânsia da mudança.

Pela primeira vez na História da Ordem surge uma lista em que o Conselho Superior deixa de ser uma reserva masculina, tendo agora larga participação de mulheres, que são hoje uma parte essencial da nossa classe profissional. Esta é a confirmação da própria identidade da Ordem, que não se pode pensar, nem conduzir, sem a participação activa das Advogadas.

O Conselho Superior é uma instância de Justiça, estamos com os que a reclamam.
Queremos uma Justiça na Ordem igual para todos, sem privilégios, sem intocáveis, nem colegas de segunda classe.

Queremos uma Ordem que na Administração da Justiça seja respeitada quando ouvida. Não queremos ser uma câmara corporativa do Governo.

Vejam a lista que apresentamos a sufrágio. Escrutinando os nomes, não descortinarão nela uma lógica de grupo, de partido, de lobby. Somos pessoas entre si diferentes, mas que se entendem num espírito de companheirismo, unidos por princípios essenciais e pela clareza dos objectivos.

Não temos Comissão de Honra, para que nada nos vincule a ninguém.

Temos um mandatário que nos representa no processo eleitoral, o Dr. Rodolfo Lavrador, que poderia ser mandatário de qualquer dos eleitores, pois a sua biografia resume-se numa palavra: um Advogado!

Uma lista ao Conselho Superior não tem de ter um programa de acção executiva. Eleitos, julgaremos os casos concretos que nos surgirem, sem estarmos comprometidos com esta ou aquela definição programática prévia, ligada aos órgãos executivos da Ordem. Isso é ser isento.

Não servimos projectos alheios nem estamos hipotecados a compromissos estranhos.

Atravessamos tempos difíceis e tempos difíceis vão surgir. Está em risco a auto-regulação da Advocacia.

Sem uma Ordem forte que os proteja, os jovens sentirão cada vez com mais acutilância a crueldade do mercado de trabalho forense, à conta do qual outros enriquecem. Os mais velhos verão provavelmente posto em causa o direito a uma reforma tranquila.

Há quem capitalize a revolta para lançar o caos, útil aos exploradores, conveniente aos autoritários. Nós somos pela responsabilidade isenta, democrática e digna.

Compor esta lista foi fácil num aspecto: não tivemos que fazer combinações, nem alinhar em esquemas, estamos fora dos jogos de poder, é-nos indiferente a lógica da ambição.

Os Colegas conhecem-nos como Advogados, no foro, nos nossos escritórios, no trabalho esforçado da Advocacia, ao serviço dos grandes causas e dos pequenos casos. O dia-a-dia da profissão sabemo-lo por o termos sofrido, como aqueles que anonimamente o sofrem.

Eis o que, nesta primeira comunicação, temos para vos dizer. Dispensamos um discurso radical, bastam-nos as ideias consequentes e a capacidade para as pôr em prática.

Assinamos abaixo. Os nossos nomes são o nosso compromisso para com todos os Advogados.

Almeida Correia, Vila Nova de Gaia
Álvaro Correia Pina, Lagoa
Amadeu Morais, Porto
António d’Orey da Cunha, Lisboa
António Salazar, Matosinhos [candidato a Vice-Presidente]
Armanda Godinho Silva, Abrantes
Fernando Moura, Porto de Mós
Francisco Mendes da Silva, Viseu
Horácio Costa Azevedo, Braga
Isabel Duarte, Lisboa [candidata a Vice-Presidente]
João Vaz Rodrigues, Évora [candidato a Vice-Presidente]
José António Barreiros, Lisboa
José Armando Carvalho, Setúbal
Luís Teixeira e Melo, Guimarães
Lurdes Bessa Monteiro, Lisboa
Margarida Alves Vacas, Setúbal
Miguel Pedrosa Machado, Lisboa
Nicolina Cabrita, Lisboa
Paulo da Matta, Lisboa
Pedro Alhinho, Porto
Teresa Barreto Xavier, Coimbra
Teresa Coutinho, Lisboa

25.9.07

Na RTP-2, 4ª feira, dia 26

Esta tarde perguntei ao Secretário de Estado da Justiça, Dr. Conde Rodrigues, por que razão o governo não explicava o motivo pelo qual, à última hora, introduzira, nas leis que alteraram os Códigos Penal e de Processo Penal, normas que surpreenderam o país, pois não constavam do Projecto da Unidade de Missão presidida pelo hoje ministro Dr. Rui Pereira, nem das propostas que chegaram ao Parlamento. Uma dessas normas tem a ver com a repressão aos jornalistas que divulguem, de forma não autorizada, escutas telefónicas. Lançada a pergunta, fiquei sem resposta.

Aqui há segredo! Mas há mais.

Tudo se passou na gravação do programa Clube de Jornalistas, que será transmitido amanhã, 4ª feira, dia 26 de Setembro, na RTP 2, com início depois das 23h50.

17.9.07

Mandatário da candidatura: o Dr. Rodolfo Lavrador

É mandatário da nossa candidatura ao Conselho Superior o Dr. Rodolfo Lavrador.
Licenciado em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, em 28.06.1960, Advogado desde 16.02.62, o Dr. Rodolfo Lavrador tem colaborado regularmente com a Ordem dos Advogados: Vogal do CDL, em 1984/1986, Presidente do Conselho Distrital de Lisboa no triénio de 1990/1992, e vogal do Conselho Superior da Ordem dos Advogados no triénio de 2002/2004.
Conferencista, estudioso, formador, e coordenador de deontologia profissional no CDL da O.A. no âmbito do estágio, desde a década de oitenta, a sua competência, isenção e escrúpulo tornam-no um símbolo digno de respeito dos seus pares.
Uma candidatura a um órgão jurisdicional como é aquela que apresentamos ao Conselho Superior não tem, não deve ter Comissões de Honra, nem grupos organizados de apoiantes. O apoio que queremos é na hora do voto, em que a consciência de cada um ditar a melhor escolha, em que o voto das grandes figuras do foro vale tanto como o dos jovens a começar com dificuldade a sua vida.
Temos um mandatário, e a honra de o ter, o nosso Advogado, aquele que reconhecemos como tal.

16.9.07

Defender a Ordem

Entramos no mês de Setembro em que se terão de formalizar as candidaturas às próximas eleições na Ordem dos Advogados.
Candidatos surgiram, candidatos desapareceram, até ao final do mês se verá quem é quem nestas eleições.
A nossa candidatura é única: concorre apenas ao Conselho Superior. E fá-lo pois pretende que, pela primeira vez na História da Ordem, haja uma lista para aquele órgão jurisdicional que não seja uma decorrência de qualquer lista para os órgãos executivos da Ordem. Já o dissemos: não somos candidatos de candidatos a Bastonários.
Esperamos que seja eleito Bastonário quem queira defender a Ordem e não destrui-la, quem tenha companheirismo de colega para com os advogados e não rancor e suspeição.
Os colegas mais jovens estarão à mercê da sua sorte se não houver uma Ordem forte que os defenda das leis do mercado em que o Direito se tornou.
Surgimos fora de qualquer lógica de jogos de poder. Sermos livres implica sermos independentes. Queremos defender a Ordem e a Advocacia que ela deve defender.

31.8.07

Entrevista à Revista Sábado

No número 172 da Revista «Sábado» foi editada uma «entrevista de vida», concedida a Nuno Tiago Pinto. Eis o texto.



clicar nas imagens para ler o texto










Para quem tenha a paciência de ler, há uma gralha a rectificar: eu não sou, que saiba, da família de nenhum conde. O meu pai era sobrinho-neto do Cónego Barreiros, o que fundou o Seminário (Colégio) da Via Sacra, em Viseu. No mais são aquelas imprecisões naturais a quem fala para o gravador. Mas sou eu: para quem goste ou não, a pessoa é mais ou menos esta.